Não precisa perguntar, estou bem...
O tempo passou, amei, sonhei, esperei, briguei, chorei.
Entre tantas noites, aquela tinha me transformado, do militante em acomodado, do sociável em isolado, do amigo em apenas conhecido, do sonhador em frustrado.
Um trajeto que foi percorrido em vão,
Aquele garoto fugiu... Não há mais nada dele por aqui...
Levou suas roupas, disse que estaria melhor longe da velha casa que o protegeu de tantas tempestades, do frio e do medo da solidão.
Nossa, estou atrasado! Tenho que ir rasgue as fotos e as promessas,
Minha mala está cheia, não cabe mais nada além do meu orgulho,
Espero a carona, um carro se aproxima, um motorista; moreno, cabelos grisalhos, óculos, olhos atentos, um leve sorriso e um convite para a mudança.
Outras mãos, um abraço forte, estou aqui... Saudade.
Os dedos acariciam sua face, sinto ela,
O recomeço... Outras casas, outra vida.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Não acredito que esteja acontecendo isso!
Num ímpeto de ira consigo enxergar o que há tempos me cegava,
Aquele raio de sol que iluminava meus desejos hoje ofusca minha visão,
A um passo da minha libertação, sinto ainda a presença de correntes em meus pés...
Um longo suspiro, o cansaço me faz refletir, o cotidiano se torna mais atraente,
O que era diferente está me adoecendo, tenho medo de me tornar um novo homem,
A angústia da incerteza, a ansiedade do encontro, a decepção do final.
Aquele leve sorriso me dá calafrios, o seu olhar deixa meu espírito estagnado.
Tento resistir a sua presença, confesso, sou impotente diante da sua magia,
Agora cá estou, pensando, sentindo, sofrendo,
No sono profundo repouso minha matéria exausta das aventuras ébrias,
A madrugada é longa, o seu segredo é a ilusão.
Sei que é apenas uma fase, que seja uma fase!
Agora cá sei que é mentira, falsidade, que foram palavras jogadas ao vento,
A cada noite você encontra um novo amor,
Com o líquido que entorpece os sentidos a minha ausência é superada, assim, sou seu passado.
Num ímpeto de ira consigo enxergar o que há tempos me cegava,
Aquele raio de sol que iluminava meus desejos hoje ofusca minha visão,
A um passo da minha libertação, sinto ainda a presença de correntes em meus pés...
Um longo suspiro, o cansaço me faz refletir, o cotidiano se torna mais atraente,
O que era diferente está me adoecendo, tenho medo de me tornar um novo homem,
A angústia da incerteza, a ansiedade do encontro, a decepção do final.
Aquele leve sorriso me dá calafrios, o seu olhar deixa meu espírito estagnado.
Tento resistir a sua presença, confesso, sou impotente diante da sua magia,
Agora cá estou, pensando, sentindo, sofrendo,
No sono profundo repouso minha matéria exausta das aventuras ébrias,
A madrugada é longa, o seu segredo é a ilusão.
Sei que é apenas uma fase, que seja uma fase!
Agora cá sei que é mentira, falsidade, que foram palavras jogadas ao vento,
A cada noite você encontra um novo amor,
Com o líquido que entorpece os sentidos a minha ausência é superada, assim, sou seu passado.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Apenas um minuto pode mudar o rumo da minha vida,
Apenas uma noite transforma aquilo que desejamos para a eternidade em semanas,
Olhares diferentes, bocas estranhas, a face que me persegue a cada sonho, me faz ter insônias, a madrugada é longa e dolorosa,
Na solidão do quarto penso... Penso em que poderia ser, e o que não poderia acontecer.
Outras ruas, outras sarjetas, outros perfumes, não sei se vale à pena, o que vale é não ter pena.
O sereno me atormenta ao passo que estampa um sorriso exagerado no meu rosto, esse sorriso na boca que ama, pode profanar as coisas mais inocentes,
Em instantes me transformo num monstro, ao nascer do sol volto a ser criança, sou folclore, choro, sou humano, tenho defeitos.
Apenas uma noite transforma aquilo que desejamos para a eternidade em semanas,
Olhares diferentes, bocas estranhas, a face que me persegue a cada sonho, me faz ter insônias, a madrugada é longa e dolorosa,
Na solidão do quarto penso... Penso em que poderia ser, e o que não poderia acontecer.
Outras ruas, outras sarjetas, outros perfumes, não sei se vale à pena, o que vale é não ter pena.
O sereno me atormenta ao passo que estampa um sorriso exagerado no meu rosto, esse sorriso na boca que ama, pode profanar as coisas mais inocentes,
Em instantes me transformo num monstro, ao nascer do sol volto a ser criança, sou folclore, choro, sou humano, tenho defeitos.
domingo, 19 de outubro de 2008
Na rotina cansativa, no exausto dia de labuta, no cinza do cotidiano é impossível haver poesia,
Na angustiante margem do caminho certo e previsível,
Na ansiedade da mudança repentina, espero...
Assim não há surpresa que me faça sorrir, não há coincidência que me faça chorar,
Nesse jardim plantarei algumas flores, essas que irão colorir meu casamento e meu funeral,
Com o tempo as pétalas cairão da beleza ao pó.
O meu espírito não se encontra em lugar ermo,
Do contrário ele sabe muito bem da sua condição, com quem está,
A solidão é apenas uma fase passageira...Um retiro do qual entramos em transe profundo e avaliamos nossas atitudes perante a vida.
Suas mãos que envolvem meu corpo acariciam minha face ao passo que rasgam minhas anotações, poesias e memórias,
Só há poesia na dinâmica dos sonhos, na boemia, nas cores da breve existência.
Na angustiante margem do caminho certo e previsível,
Na ansiedade da mudança repentina, espero...
Assim não há surpresa que me faça sorrir, não há coincidência que me faça chorar,
Nesse jardim plantarei algumas flores, essas que irão colorir meu casamento e meu funeral,
Com o tempo as pétalas cairão da beleza ao pó.
O meu espírito não se encontra em lugar ermo,
Do contrário ele sabe muito bem da sua condição, com quem está,
A solidão é apenas uma fase passageira...Um retiro do qual entramos em transe profundo e avaliamos nossas atitudes perante a vida.
Suas mãos que envolvem meu corpo acariciam minha face ao passo que rasgam minhas anotações, poesias e memórias,
Só há poesia na dinâmica dos sonhos, na boemia, nas cores da breve existência.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Um grande amigo...Saudade...
Na sombra taciturna da morte encontramos abrigo dos nossos arrependimentos,
Somos escravos do nosso próprio destino...
Companheiros de estrada, camaradas de luta, revolucionários estudantis,
Ébrios das madrugadas, o sereno era nosso lar, a sarjeta nossa escola,
Sonhos eram confessados, ao som do violão muitos amores eram exaltados,
Ao sabor do vinho muitas paixões eram esquecidas,
A cada trago do cigarro poesias se formavam...
No intervalo escolar sentíamos a leve brisa das manhãs em nossa face,
A cada festival era uma conquista, e a cada livro era um sorriso,
Nos congressos, discursos exaltados, panfletos distribuídos, a fúria contra o sistema era nosso laço...
Lágrimas, lágrimas, lágrimas. Uma pausa.
Do abraço caloroso ao gelado do túmulo, do olhar carinhoso ao choro mais inquietante...
A ti, ofereço o mais gelado dos vinhos, o mais saboroso dos tragos, a poesia de Fernando Pessoa e Álvares de Azevedo... Um abraço de despedida e a certeza que nos encontraremos no equilíbrio natural das coisas. Dizer vai com Deus à um ateu é dizer: vai em paz com a sua matéria e descanse no profundo da solidão da morte.
Descanse seu corpo Guerreiro, poeta!
“Quando pararem todos os relógios
De minha vida e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,
Voltando a pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui! ”
Augusto dos Anjos.
Somos escravos do nosso próprio destino...
Companheiros de estrada, camaradas de luta, revolucionários estudantis,
Ébrios das madrugadas, o sereno era nosso lar, a sarjeta nossa escola,
Sonhos eram confessados, ao som do violão muitos amores eram exaltados,
Ao sabor do vinho muitas paixões eram esquecidas,
A cada trago do cigarro poesias se formavam...
No intervalo escolar sentíamos a leve brisa das manhãs em nossa face,
A cada festival era uma conquista, e a cada livro era um sorriso,
Nos congressos, discursos exaltados, panfletos distribuídos, a fúria contra o sistema era nosso laço...
Lágrimas, lágrimas, lágrimas. Uma pausa.
Do abraço caloroso ao gelado do túmulo, do olhar carinhoso ao choro mais inquietante...
A ti, ofereço o mais gelado dos vinhos, o mais saboroso dos tragos, a poesia de Fernando Pessoa e Álvares de Azevedo... Um abraço de despedida e a certeza que nos encontraremos no equilíbrio natural das coisas. Dizer vai com Deus à um ateu é dizer: vai em paz com a sua matéria e descanse no profundo da solidão da morte.
Descanse seu corpo Guerreiro, poeta!
“Quando pararem todos os relógios
De minha vida e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,
Voltando a pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui! ”
Augusto dos Anjos.
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